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segunda-feira, 24 de março de 2014

Fui uma boa menina – Carolina Munhóz - Desafio Literário 2014




Desafio obrigatório do mês era ler eBook nacional comprado na Amazon. Olha, fiquei meio assim de ter que ler livro, obrigatoriamente nacional, obrigatoriamente ser eBook e ter que ser na Amazon. 

Massss, eu já sabia que esse era o desafio desde dezembro do ano passado. Então aguenta.
Tenho o app da Kindle no meu celular (meu irmão viajou pro exterior e comprou um kindle baratinho, eu não quis, bem feito). Tenho uma certa birra porque sou “das antigas” e gosto de livro mesmo, de pegar, folhear, do cheiro (gente, cheiro de livro novo é vício). Mas vou falar que o app ajuda muito na leitura, especialmente no ônibus, depois do trabalho (já levamos guarda-chuva, marmita, bolsa, blusa de frio, livro as vezes é tão pesado...). Então, vou repensar e dia desses compro o Kindle (ou qualquer outro parecido) para as leituras no transporte casa-trabalho-avião-busão-qualquer outra coisa aqui.

Bem, olhando o site da Amazon em busca de algum livro, acabei me deparando com Fui uma boa menina, e tcharamm! Era grátis. Fazer o cadastro e pronto, no fim, zero reais! Combo!
Numa sentada só, voltando do trabalho, li o livrinho.

Uma menina, não sabemos o nome, conta em seu diário sua rotina, fatos que fizeram com que ela não gostasse de uma data específica... o natal. Sente a distância de seu pai, aparentemente mais preocupado com os outros do que com a própria família. E a mãe, ali, tentando cumprir seu papel e ajudar o marido em suas atribuições. A menina tenta explicar alguns acontecimentos, que nem ela entende bem, e justifica o motivo de ter abandonado aquela casa que a sufocava. 

Depois dessa descrição, o livro deixa de ser o diário e passa para a narrativa em terceira pessoa, onde a explicação para os acontecimentos ocorre.

Falei livro não é? Mas é muito pequenininho, um conto, na realidade. E se contar mais estrago qualquer surpresa (embora não seja tão difícil assim entender do que se trata a história).
Serviu ao propósito de distração no período do trajeto trabalho-casa. Leiturinha fácil, meiga, rapidinha (e, novamente digo, gratuita).

Recomendo a historinha, nada muito profundo, bom para uma distração rápida ou para ter uma história diferente para contar para os sobrinhos no natal!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Feliz Ano Novo - Rubem Fonseca - Desafio Literário



Acho que no mês de novembro vou conseguir completar dois livros para o Desafio. Ainda tenho que arranjar tempo para terminar um deles, e também de escrever sobre um outro (fora do DL). A questão é tempo, sempre o tempo! Para ler sempre arranjo um pouquinho, nem que seja aqueles cinco minutinhos antes de cair de sono, cansada depois do trabalho. O problema é a disposição (TEMPO!!!) para passar tudo que foi pensado para o blog. :)

Dito isso, vamos lá!!

O Desafio Literário do mês de novembro era sobre livros proibidos. Comecei a ler dois (sou dessas, que lê mais de um livro por mês, e você?), mas ‘Feliz Ano Novo’ é mais fininho e acabou primeiro. Segundo notícias (leia mais aqui), o livro chegou a ser lançado e, após 30 mil exemplares vendidos, iriam lançar a quarta edição, mas o Ministro da Justiça da Época (Governo Geisel) o proibiu, alegando que o livro atentava contra a moral e os bons costumes. O livro só foi liberado no Brasil em 85, e reeditado somente quatro anos depois, sendo que, para tanto, Rubem Fonseca precisou recorrer à Justiça Brasileira.

Trata-se, para quem não sabe, de um livro de contos. ‘Feliz Ano Novo’ não somente é o nome do livro, como do conto que o inaugura. Para mim, também é o melhor conto.
Infelizmente, não há como ser mais atual. O autor consegue retratar muito bem a violência e a questão da desigualdade social. No conto, um grupo de ladrões se prepara, em plena véspera de ano novo, para praticar assaltos. Escolhem uma casa de gente rica, que estava festejando. A violência vai aumentando, aumentando, até que os criminosos voltam para suas casas e comemoram: Feliz ano novo!

Como qualquer livro de contos, alguns são melhores que outros. Destaco, além desse aí de cima, obviamente: “Corações Solitários”, “Passeio Noturno Parte I”, “ Dia dos Namorados”, “O outro”, “O Pedido” e os bizarros “Nau Catrineta” e “O Campeonato”. Não vou sair contando o resumo de cada um para não perder a graça e, aviso: cuidado com muita análise, resenha e resumo do livro pela internet. Grande parte deles acaba contando o livro todinho! Gente, qual a graça de ler esses contos já sabendo exatamente o começo-meio-fim de tudo?!?

Rubem Fonseca é conhecido por conseguir retratar as questões sobre violência, assassinatos, prostituição em suas obras. Talvez fruto da experiência dele como delegado. Alguns de seus livros foram adaptados para a televisão (a minissérie Agosto e Mandrake são baseadas em suas obras)
Enfim, livro muito bem recomendado, e brazuca. Vamos dar valor à literatura nacional também!!