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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Tem alguém aí? Marian Keyes - Desafio Literário 2014



Alguém tem medo de livro grande? Eu não!!

Uma das leituras opcionais do mês era encarar livro de mais de 500 páginas. Tendo em vista que fevereiro é um mês pequeno e que tenho outros livros na fila, decidi escolher um de leitura fácil, nada muito complexo.

Faz tempo que não pegava um chick-lit, então, nada melhor que escolher mais um livro da rainha do gênero (para mim, até hoje), Marian Keyes. Já resenhei aqui Melancia e Férias! Continuando com a saga das irmãs Walsh, mas como não me animo com a Margareth (provavelmente vou me arrepender quando decidir ler o livro dela – Los Angeles), fiquei com Tem Alguém Aí? que fala sobre a Anna. 

Lembra dela? A irmã meio voadinha, desligadinha das Walsh? Ela mudou, não está mais assim. Agora está em Nova Iorque, trabalha numa badalada empresa de cosméticos, a Candy Girrl (o que lhe dá acesso à festas, produtos grátis, entre muitas outras coisas muito legais), tem os amigos e um marido fofo, Aidan. Mas ela sofre um acidente e volta para Dublin, onde se vê novamente junto da família (que é doidinha de pedra). Ela está machucada, frágil, mas só pensa em melhorar e voltar para a vida que tinha em NY. Mas além da questão física, precisa entender o motivo pelo qual o marido se afastou. Embora todos tentem animá-la, fazer com que ela melhore, ela não para de pensar na vida que tinha.

Gente, se eu ficar contando acabo com o livro (embora não acredite que os fãs mesmo ainda não conheçam a história). Como disse, já li alguns livros das irmãs Walsh e, na minha opinião, esse é o mais triste. Não que ele não seja engraçado, veja bem, pois mesmo falando de coisas sérias, a autora consegue ser muito engraçada. Ela tem uma crítica muito afiada e um jeito de escrever que a gente reconhece em todos os livros dela, que acabam sendo leituras super rápidas e divertidas. E Tem Alguém Aí? é um deles, definitivamente. Mas sim, ele tem passagens super tristes. De dar dó.
Recomendo, tem 602 páginas mas você vai ler num dia ou dois!!

E não se assustem por eu ter começado a ler um livro opcional do desafio antes do principal! A resenha do livro obrigatório já está engatilhada, acabei pegando um atrás do outro mesmo!
Agora estou trabalhando a mente para ler Los Angeles, como já disse. A irmã que menos me anima realmente é a Margareth (a mais velha e certinha, que nesse livro surta e resolve ir para a cidade que dá nome ao livro). Agora estou querendo muito ler Chá de Sumiço, que é o tão aguardado livro da irmã-pentelha (a minha predileta) Helen!

Só queria saber qual o motivo dos livros dela serem tão caro$$$! E nunca estão numa mega-promoção super bacana. Dói no bolso mesmo (pobre sim, não estou negando). Vou dar uma olhada no Scoob, viu?
A rainha do chick-lit (pq tão caro, Keyes?)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Férias - Marian Keyes - Desafio Literário


Já que eu comecei a falar de chick lit, citei a Marian Keyes e o seu Melancia, já que o desafio literário em fevereiro é sobre livros que nos façam rir, já que o ritmo da vida ainda está meio devagar (pra mim), já que, já que..........

Voltaremos a mais um livro das irmãs Walsh!

Para quem não sabe, são cinco doidinhas: Claire (Melancia), Maggie (Los Angeles),Rachel (Férias), Helen (não tem livro ainda) e Anna (Tem Alguém Aí?), cada uma parecendo mais maluquete que a outra. Quero muito o livro da mala da Helen, e Los Angeles (Maggie) ainda não animei. De tanto as irmãs falarem que ela é chata, peguei birra (e sei que, provavelmente, vou me arrepender quando ler). De resto, já está tudo lido!
Mas, indo direto ao que interessa: Rachel Walsh mora em Nova Iorque junto com uma amiga. Vive a vida loucamente, indo a todas as festas que consegue, curtindo bares, noitadas, drogas (mas ela jura que são recreativas, todo mundo usa, e ela para quando quiser) e muuuuuito álcool. Se envolve com um carinha, e ela morre de atração por ele, mas não assume nem para si mesma, já que, segundo ela, ele parece breguinha e estacionado em algum lugar do passado, junto com aqueles cantores de rock cabeludos e de calça de couro.

Ela acha que está tudo sobre controle, embora as pessoas comecem a dar sinal de que estão se cansando dela, até que ela surta e tem um pequeno “acidente” (segundo ela, claro): sofre uma overdose.
Os pais a tiram de NY e avisam que ela irá ser internada, vai para a reabilitação. No começo ela surta mas, ao descobrir qual clínica é, fica animadinha. Segundo ela sabe, é a clínica super famosa onde os super famosos se internam. E se ela esbarra com alguém lá? Achando que tudo são férias, ela vai contente para a rehab.

Obviamente o castelo de conto de fadas que ela armou na cabeça não é bem o que parece e ela será obrigada a encarar os outros internos e, principalmente, a si própria.

Embora o tema (dependência química) seja, de fato, pesado, quem já leu Marian Keyes (que segundo conta, já enfrentou o alcoolismo), sabe que, mesmo nas partes tensas, sempre tem aquela frase que nos faz rir – e muito. Ela trata o assunto de forma leve. E Rachel no começo é totalmente lesada, alienada, o que nos rende boas risadas. Mesmo quando já está caindo na real, ela ainda tem tiradas geniais (traço, aliás, existente em todas as irmãs Walsh que li, em menor escala para Anna), o que faz com que você perceba que está vendo uma coisa muito séria, que talvez tenha acontecido com alguém que conhece (ou você mesma), mas está lá, rindo. 
Só não gosto muito dos preços dos livros da Keyes... alguém me explica porque eles nunca ficam baratos??