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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Freud, me tira dessa – Laura Conrado – Desafio Literário 2013


Mais um livrinho de fevereiro, para o Desafio literário (tema: livro que nos façam rir)
Comprei o livro numa livraria do aeroporto (eu disse pra mim mesma que não ia mais comprar livros esse ano, mas, sempre me saboto), e terminei de ler entre a espera para embarcar e a chegada em Brasília.

Catarina é uma moça dos seus vinte e poucos anos, que passou a infância e a adolescência no interior de Minas, em Divinópolis, mas está atualmente em Belo Horizonte trabalhando numa multinacional, ganhando seu dinheirinho (que, claro, deveria ser maior), morando sozinha, saindo com as amigas, etc. Mas, enquanto a vida profissional parece andar bem, a pessoal está um caos. Acabou de levar um fora do colega de empresa, com quem se relacionava meio escondido, e o cara logo em seguida assume um namoro com uma menina pra lá de sem graça... também colega de trabalho. Para dar um descanso, vai pra casa dos pais no interior e descobre que a irmã mais nova agora namora seu primeiro amor de infância.

As suas duas grandes amigas em BH também parecem ter problemas (mesmo aquela amiga lida, que parece a Barbie, não parece estar super resolvida). Ouvindo a dica de uma parente, resolve que vai fazer terapia e resolver seus problemas... mas acaba se apaixonando pelo terapeuta e, assim, a confusão está armada.

No meio das passagens engraçadas, também tem coisas que fazem a gente pensar, como relacionamento entre pais e filhos, irmãos e os traumas que algumas coisas causam na gente, e carregamos pra vida, sem entender o porquê de tal comportamento.

A autora, Laura Conrado, foi fazer análise, um dia, e se apaixonou pelo terapeuta. Mas a história não é baseada somente na vida dela, mas numa reunião de várias histórias, de inúmeras mulheres que ouviu. Daí que fica fácil se identificar pelo menos um pouquinho com alguma passagem que ela conta. E dizem por aí que o livro vai virar série J

Diferentemente do livro do Luís Fernando Veríssimo, não é aquela história em que você morre de rir o tempo todo. Mas ele, mesmo nas partes mais sérias, não tira o humor do foco. A autora brasileira acerta ao nos dar um chick lit parecido com o deMarian Keyes, retratando a vida louca das irmãs Walsh, sabe?
Recomendo, leiturinha fácil e rápida, divertida, mas que, ao mesmo tempo,  faz a gente pensar em algumas atitudes. Leiam também!

PS: no site da autora, há uma promoção, e o livro vem autografado (poxa, fiquei fora dessa, para variar)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Todas as Histórias do Analista de Bagé - Luís Fernando Veríssimo (Desafio Literário 2013)


Desafio Literário 2013 – fevereiro: Tema comédia

Acelerei minha resenha relativa ao Desafio Literário 2013, relativa ao mês de fevereiro, para dar tempo de alguém cogitar ler esse livrinho no carnaval: As Melhores do Analista de Bagé é um livro curto, recheado de histórias mais curtas ainda, pequenos contos mesmo, coisa de não mais de três ou quatro páginas, em geral. Então, se você está de férias, ou se no carnaval vai para a praia, sugiro que tente ler esse livro. Até as horas perdidas no ônibus ou no avião/aeroporto podem ser melhores aproveitadas (e como) em companhia do analista mais engraçado de todos os tempos.

O Analista de Bagé é analista, gaúcho daqueles que não larga a bombacha e a cuia nem para tomar banho de mar. E, embora se declare um seguidor convicto de Froid, acaba geralmente realizando atos pouco ortodoxos, como seus famosos joelhaços, capazes de dobrar qualquer incauto que cruzasse sua sala.

O auxiliando na labuta diária, está Lindaura, a recepcionista (que não só recebe, mais dá). E você fica aí, lendo o livro que faz com que você ria de um tema considerado difícil: a psicanálise.

E Luís Fernando Veríssimo não é bobo, e no meio das risadas, e da comicidade do personagem, percebem-se críticas ao machismo, aos preconceitos contra a mulher, homossexuais, política, entre outros.

Um extra: Juro que eu acabei lendo o livro todo fazendo mentalmente o sotaque gaúcho para os personagens. Acho impossível ler esse livro sem se “contaminar” e sair falando com sotaque sulista, sério!

O Analista de Bagé é um dos personagens mais famosos do autor, e acabou virando tema de música, teatro, tirinhas... já conhece esse gaúcho??