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sexta-feira, 28 de março de 2014

Dezesseis Luas - Margareth Stohl e Kami Garcia - Desafio Literário



Última leitura opcional do Desafio Literário do blog Fascínios Literários, tema: ler o primeiro volume de uma série que contenha quatro livros (spin-offs contam). Escolhi, já com uma certa pressa (mês acabando, fiz foi ler livros fora do desafio, quase me atrapalhei), o Dezesseis Luas, que muita gente já leu, viu o filme, etc, e eu... nada. 

Uma coisa que muita gente apontou como ponto positivo (e é!) é o fato dele ser narrado por um garoto. Gente, livros com essa temática, cujo narrador é masculino é raro de se ver, e achei que é um ponto diferencial bem interessante. 

Ethan é um menino que mora em uma cidadezinha americana (Gatlin) em que todos se conhecem (pense no aspecto negativo, inclusive). Enquanto todos parecem bem ali, ele só pensa em sair daquela cidade e fazer coisas que, até então, só pode imaginar. De repente, uma nova pessoa surge na cidade, Lena, sobrinha de Macon, que é considerado uma pessoa estranha e reclusa (não é visto fora de sua casa já faz tempo). Só isso gera toda a inimizade e desconfiança da cidade praticamente toda. Ainda, para piorar as coisas, as lendas da cidade sobre a família de Lena não são das mais animadoras. Ethan passa a questionar o tratamento que Lena recebe das pessoas, ainda mais depois de perceber que a garota dos seus sonhos - e pesadelos - (literalmente) é ela.  

Ethan acaba descobrindo que Lena faz sim, parte de uma família de conjuradores (as pessoas comuns chamam de bruxos, mas eles não gostam desse tratamento) e que, ao fazer dezesseis anos (em pouco tempo) será chamada para servir à luz ou às trevas, sem que ela possa escolher seu lado, o que a deixa aflita.

Juntos – e apaixonados – resolvem buscar uma maneira de resolver a questão. Entretanto, além de tudo, parece que o amor entre os dois não deveria existir...

Olha, poxa, esse mês não dei muita sorte. Muita gente (a internet quase inteira) parece ter gostado desse livro (pelo menos foi a impressão que tive ao procurar algumas resenhas). Acho que estou meio solitária no meio, mas achei meio bobo. Ethan até que é interessante, mas achei a personagem Lena um saco. Talvez se eu desse uma chance aos outros três livros, mas não me deu vontade, sabe? Acho que cansei um pouco dos clichês desse tipo de livros (garota estranha, meio bocó, esses amores que acontecem de cara, entre outras coisas), então, vou dar um tempo.

Como sempre, esse livro tem adaptação cinematográfica, e fui assistir (está disponível nesses serviços on demand de tv a cabo). Achei difícil de ver, nossa! E olha que tem muito ator bom nessa barca. A história foi bem mexida, e não sei se foi uma boa coisa não... e os atores não me cativaram, aí ficou realmente difícil!

Bem, é isso, desafio cumprido!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ritos de Adeus - Hannah Kent (desafio de leitura pessoal)



Não se deixe levar ou confundir, “Ritos de Adeus” é uma ficção, um romance, baseado numa história real que, para quem não sabe ainda, é a da última execução que ocorreu na Islândia. Mais especificamente, sobre a morte de Agnes Magnúsdóttir, condenada à morte em 1828. 

Juntamente com outro casal foi acusada de matar dois homens (ela e a outra garota eram serviçais de um deles) e incendiar a casa para que se livrassem de vestígios. Foram todos pegos e julgados. 

Agnes que estava presa em local separado dos demais é encaminhada à casa de uma família, podendo escolher o pastor que a guiará e auxiliará até a hora da morte, por decapitação.

Ela não é bem recebida em nenhum lugar que fique. Era tratada de maneira terrível na prisão e também não é bem acolhida na casa em que designaram que vivesse nos últimos dias. Mas, embora distante, visivelmente constrangida, a família que a supervisiona não consegue ignorar o grau de desmazelo da mulher.

O livro nos mostra as impressões de alguns personagens, principalmente Agnes (narrado em primeira pessoa). Claro que não podemos esquecer que é algo imaginado, com base na pesquisa histórica feita por sua autora.

Não posso deixar de notar que há uma tentativa de humanizar a condenada, tentar talvez suscitar dúvida ou nos mostrar um lado mais sensível, uma faceta que não é cruel. A própria autora disse que, nos documentos históricos, Agnes é praticamente descrita como uma bruxa. Antes dos crimes, mulher comum, depois, satanizada. 

Agnes era inteligente demais? Fria demais? Conseguia guardar tão bem assim seus sentimentos? Ou as condições de vida que ela tinha justificavam seu modo de ser, e ela foi acusada, simplesmente, por ser fácil?

Acredito que não saberemos jamais. Até cheguei a pesquisar algumas coisas na internet, sobre a história e, como disse, tendo em vista que o livro é um romance, uma ficção, não se pode deixar levar demais pela Agnes descrita. Ou podemos. A verdade não está mais aqui, para ser alcançada, então, fica à critério do leitor ‘julgar’ Agnes.

Achei o livro bacana, embora em alguns aspectos, muito raso. Alguns personagens não foram desenvolvidos, embora muito próximos da protagonista. Ressalvo um pouco a parte final, pois achei um tanto piegas.

Boa leitura, recomendo. Acabei lendo bem rapidinho, num dia só já tinha acabado (na verdade, praticamente li todo na espera do aeroporto e no voo). E cumpro aqui minha meta extra, pessoal, de escolher um autor de país cuja literatura (para mim, pelo menos) não é muito conhecida. Hanna Kent é australiana. Para fechar com chave de ouro, receitinha, como da última vez. Agora uma meat pie (torta de carne), que adaptei um pouquinho (frango, já que não como carne vermelha). E rumo à março (gente, e esse ano que já está voando?)

Receita: Meat Pie (a minha torta ficou pronta super tarde, a luz não ajudou, a foto do celular ficou terrível, aí já viu, vergonha, muita vergonha).
roubei a foto do site da Donna Hay, de onde tirei a receita. 

·         350g de massa de torta**
·         375g massa folhada (comprei pronta)
Recheio
·         1 colher de sopa de azeite de oliva
·         2 cebolas picadas
·         1.5kg round de carne (usei peito de frango) picado em cubos
·         1 colher de sopa extrato de tomate
·           xicara de caldo de carne (usei de frango, e usei bem menos)
·         250ml vinho tinto (coloquei um pouquinho de conhaque, para flambar a carne)
·         1 colher de sopa de molho inglês
·         2 colheres de sopa de amido de milho
·         60ml de água
·         Sal e pimento do reino à gosto
·         1 ovo, ligeiramente batido
Preaquecer o forno à 180°C (350ºF).

Recheio: colocar o azeite numa panela, em fogo alto, acrescentar a cebola (cozinhar por dois minutos ou até amolecer). Adicionar a carne, cozinhar por 5 minutos ou até selar. Adicionar o extrato de tomate, caldo, vinho e molho inglês à panela e deixar cozinhar, destampado, por uma hora ou até a carne ficar macia. Misturar à parte o amido de milho com a água, até formar uma pasta, acrescentando-a à carne. Cozinhar por cerca de 4 minutos até que engrosse. Adicionar sal e pimenta, tirar do fogo e deixar esfriar.

Abrir a massa de torta numa espessura fina e colocar no fundo e laterais de forma de torta (pequenas). Colocar o recheio.
Colocar a massa folhada por cima (tampa da torta) e cortar as laterais. Pressionar as laterais para juntar as duas massas. Pincelar o topo com os ovos e faça um corte na tampa da massa (para o vapor sair). Assar por cerca de trinta minutos ou até dourar (rende 6 unidades)

**Receita da massa de torta (usei a da Donna Hay, mas você pode usar a massa receitinha da vovó que tiver)

·         300g farinha de trigo
·         145g manteiga
·         2–3 colheres de sopa de água gelada

Bater a farinha e a manteiga no processador (na mão dá, mas demora mais) até a textura de areia molhada. Adicionar água aos poucos, até que a massa se una e fique homogênea. Envolver em plástico filme e levar ao refrigerador por trinta minutos. Para abrir, é só enfarinhar a superfície e abrir com o rolo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Freud, me tira dessa – Laura Conrado – Desafio Literário 2013


Mais um livrinho de fevereiro, para o Desafio literário (tema: livro que nos façam rir)
Comprei o livro numa livraria do aeroporto (eu disse pra mim mesma que não ia mais comprar livros esse ano, mas, sempre me saboto), e terminei de ler entre a espera para embarcar e a chegada em Brasília.

Catarina é uma moça dos seus vinte e poucos anos, que passou a infância e a adolescência no interior de Minas, em Divinópolis, mas está atualmente em Belo Horizonte trabalhando numa multinacional, ganhando seu dinheirinho (que, claro, deveria ser maior), morando sozinha, saindo com as amigas, etc. Mas, enquanto a vida profissional parece andar bem, a pessoal está um caos. Acabou de levar um fora do colega de empresa, com quem se relacionava meio escondido, e o cara logo em seguida assume um namoro com uma menina pra lá de sem graça... também colega de trabalho. Para dar um descanso, vai pra casa dos pais no interior e descobre que a irmã mais nova agora namora seu primeiro amor de infância.

As suas duas grandes amigas em BH também parecem ter problemas (mesmo aquela amiga lida, que parece a Barbie, não parece estar super resolvida). Ouvindo a dica de uma parente, resolve que vai fazer terapia e resolver seus problemas... mas acaba se apaixonando pelo terapeuta e, assim, a confusão está armada.

No meio das passagens engraçadas, também tem coisas que fazem a gente pensar, como relacionamento entre pais e filhos, irmãos e os traumas que algumas coisas causam na gente, e carregamos pra vida, sem entender o porquê de tal comportamento.

A autora, Laura Conrado, foi fazer análise, um dia, e se apaixonou pelo terapeuta. Mas a história não é baseada somente na vida dela, mas numa reunião de várias histórias, de inúmeras mulheres que ouviu. Daí que fica fácil se identificar pelo menos um pouquinho com alguma passagem que ela conta. E dizem por aí que o livro vai virar série J

Diferentemente do livro do Luís Fernando Veríssimo, não é aquela história em que você morre de rir o tempo todo. Mas ele, mesmo nas partes mais sérias, não tira o humor do foco. A autora brasileira acerta ao nos dar um chick lit parecido com o deMarian Keyes, retratando a vida louca das irmãs Walsh, sabe?
Recomendo, leiturinha fácil e rápida, divertida, mas que, ao mesmo tempo,  faz a gente pensar em algumas atitudes. Leiam também!

PS: no site da autora, há uma promoção, e o livro vem autografado (poxa, fiquei fora dessa, para variar)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Diário de uma Paixão - Nicholas Sparks


Como hoje é dia dos namorados e, mesmo sabendo que a data é beeem comercial, não há como ficarmos imunes ao bombardeio de imagens nos lembrando do tema, mesmo quem está solteiro e, como no domingo participei (como convidada e cerimonialista) da celebração do casamento de uma prima minha, óbvio que peguei um livro água com açúcar, cheio de romance, para resenhar.

Não chega sequer a ser uma dica, afinal, não são muitas pessoas (homens e mulheres, ta?) que não ouviram falar de Diário de uma Paixão - livro. Ou Diário de uma Paixão – filme. Ou de Nicholas Sparks. Ou de todos eles. 

A história? Bem, para quem não sabe, vamos lá: Um senhor de idade avançada, que mora num asilo, começa a ler algumas anotações, e contar uma história que, segundo ele diz, é verídica. Tempos atrás, um jovem trabalhador, pobre, chamado Noah conhece, durante um verão, Allie, menina rica, aspirante a pintora.

Durante aquele período, os dois se apaixonaram, se envolveram, se conheceram e fizeram planos. Mas, aquele tempo acabou. A família de Allie, tradicional, até que não tinha nada “contra” o rapaz. Mas ele, sendo pobre, não poderia deixar de ser nada além de uma paixonite de férias. Quando percebem que talvez não fosse só isso, impedem o namoro, e vão embora. 

Quatorze anos se passam, muitas histórias e cicatrizes. Noah viveu muitas coisas, enfrentou a guerra. Allie desiste de ser pintora, se torna voluntária (também no período de guerra) e conhece Lon. E se apaixona, verdadeiramente. Lon é tudo o que a família quer para Allie, rico, bem sucedido. E Allie está feliz, preparando o casamento. Até que, num golpe de destino, ela fica sabendo onde Noah está. 

O bacana do livro, em minha opinião, é que ele não tenta esconder o que é. Assume-se como um romance açucarado e pronto. Não gosta? Azar. E é bem legal, ao fim do livro, algumas perguntas que ele lança (um capítulo à parte, com pontos de discussão mesmo). Bem coisa de “clube do livro”, comum nos Estados Unidos (as pessoas combinam um título, lêem e, depois de um tempo, marcam reuniões para conversar sobre o livro/tema).

Segundo o autor, essa história é inspirada na história dos avós de sua esposa.

Li o livro recentemente. Esse é um dos casos em que vi o filme antes de ler o livro. Em uma de minhas férias, junto com um monte de tios e primos, todos na casa de minha avó, chega meu pai da locadora (isso, na época em que a gente ainda tinha esse costume), cheio de filmes, dos mais variados tipos. Entre eles, Diário de uma Paixão. Como já disse por aqui, romance água com açúcar não é mesmo minha área. Fiz careta para o filme (embora gostasse dos atores – Ryan Gosling e Rachel McAdams). Mas, com o sol rachando lá fora, e absolutamente nada para fazer, juntando isso o fato de que a parentada toda estava esparramada entre sofá e chão, também sem ânimo para muita coisa, vi o filme. E devo dar o braço a torcer. Até hoje digo que não gosto de filmes melosos, A NÃO SER Diário de uma Paixão. E tenho uma prima, também presente naquele episódio, que diz exatamente a mesma coisa (acho que esse filme só não derreteu totalmente o coração de minha mãe, essa sim, durona de marca maior).

Para quem até hoje não sabe, o livro e o filme tem finais diferentes.

A crítica que faço sobre o livro gira em torno dos errinhos de português/digitação que encontrei. A revisão deveria ter sido mais cuidadosa.

Acompanhados ou não, livro e filme, são daqueles que fazem você querer que exista esse tipo de amor gigante, que enfrenta um monte de obstáculos e fica firme. E Allie é bastante interessante sim, mas olha, Noah só pode ser imaginado, um personagem mesmo... acho que esse tipo, exatamente assim, não existe (e tendo a cara de Ryan Gosling então, beira o impossível)!