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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sussurro (Hush hush) - Becca Fitzpatrick - Desafio Literário 2014





Eu sei que a série já bombou e eu deixei passar,todo mundo já leu e resenhou, mas agora foi!

O outro desafio opcional do mês era a leitura de livro cujo tema fosse “anjos”. Eu poderia ter escolhido um anjo mais clássico, mas resolvi ler sobre um anjo caído. Ainda estamos no tema, certo? Só um pouquinho de rebeldia.

Nora Grey é nossa protagonista, uma adolescente que perdeu o pai recentemente, estudante exemplar e super certinha. Ela está dirigindo sua vida para a faculdade, então, está empenhada em ter notas boas e conseguir bolsa em uma das grandes e conceituadas universidades americanas.
Seu mundo certinho sofre mudança quando seu professor de biologia resolve mudar as duplas nas aulas, para que os alunos se integrem melhor. Assim, Nora deixa de fazer par com Vee (a melhor amiga divertida) e acaba sentando com Patch Cipriano, o menino novo da escola, sobre quem ninguém sabe muita coisa.

Nora fica completamente irritada e aturdida com o comportamento de Patch e, também, com a confusão de sentimentos que ela acaba vivenciando. Sente uma irritação enorme, mas ao mesmo tempo, fica intrigada e atraída pelo rapaz.

Nora fica muito tempo sozinha, já que sua mãe está trabalhando muito, viajando demais para conseguir sustentar a casa onde moravam com seu pai, antes do assassinato dele. E parece que agora ela anda tendo visões assustadoras. Será que alguém está seguindo a garota, ou até mesmo, matá-la? Ou Nora está imaginando coisas? Qual o papel de Patch nessa história? Quem é, realmente, esse garoto e qual o motivo dessa aproximação com Nora?

Bem, não tinha lido o livro antes pois estava meio enjoadinha de livros com esse tema de menina frágil-personagem masculino sedutor-história sobrenatural. Acho que já comentei por aqui (ou com amigos) que, depois de Crepúsculo, isso virou meio que um padrão, ficou meio assim... uma história que parece diferente mais que parte sempre da mesma premissa. Sério? Se pensarmos em: mocinha perseguida + mocinho misterioso mas sedutor + algum tema sobrenatural pensaremos em quantos livros? Na série instrumentos mortais, saga Crepúsculo, série Os Imortais, Hush Hush... e por aí vai.
Saga Crepúsculo já disse que gostei. Tentei a série Os Imortais e Instrumentos mortais, mas não rolou. Agora, Hush Hush.

Admito que achei melhorzinha. Patch é melhor construído que Nora (que, aliás, achei chatinha, bem rasa). Mas a escrita de Becca é melhor, acho. Fica num segundo lugar dentre as séries que citei. Ainda estou pensando se darei uma chance à Nora e lerei mais da série (já vi resenhas que disseram que ela piora na chatice no segundo, então desanimei). Para mim, Patch carrega o livro nas costas, e Vee rende boas fugas cômicas. Assim, recomendo, leitura fácil, tema romântico, de vez em quando é bom. Mas não sei se será animação suficiente para continuar a série!
Beijos!!
Pensando sobre ler o restante da série. Nora, Nora, e aí?
 Ps: outros livros do desafio de fevereiro? Aqui e aqui

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Para Sempre – Kim e Krickitt Carpenter


Li o livro já faz um tempinho, mas resolvi esperar para ver o filme, para comparar.

Honestamente, não precisaria. Já sabia que o filme era só inspirado na história real, mas na verdade, eles têm só o tema em comum, o resto é bem diferente, então, realmente, são duas coisas bem distintas.

A história real, contada no livro, fala sobre Kim e Krickitt Carpenter, americanos que se conheceram depois que Kim, que era treinador de uma equipe de baseball, liga para encomendar agasalhos esportivos a uma empresa. A atendente é Krickitt. É bacana e inusitado a forma como o casal se conheceu, afinal, imagino quão poucas são as chances desse tipo de encontro dar certo. :)

Daí em diante, temos um relato sobre como mantiveram contato (telefonemas e viagens aéreas) até se casarem. Krickitt é muito religiosa, cristã praticante, missionária. Aí, apenas dois meses após o casamento, ao irem passar o dia de ação de graças na casa dos pais dela, sofrem um acidente, onde ela quase morre.

Ao começar a melhorar, percebem que Krickitt não se lembra de ter casado. Nem de Kim. E aí passamos a saber como foi o período de recuperação dela (de como ela ficou chata, parecendo uma criança mimada, ou uma adolescente rebelde), e a percepção de Kim de que sua amável esposa tinha morrido naquele acidente,e dado lugar a outra Krickitt.

Compartilho o sentimento de muita gente que leu o livro (e que leu entrevistas dadas pelo casal). Não foi, aparentemente, o amor que manteve o casal junto, mas muito mais o sentimento de dever religioso, de manutenção dos votos matrimoniais. O que não desmerece a história, por favor. Mas se você espera romance, talvez se decepcione.

Aliás, uma das ressalvas sobre o livro é justamente isso. Não que se espere um romance água-com-açúcar. Mas devemos ter em mente ao ler o livro, de que ele é um relato. Não foi escrito por um escritor, realmente, mas por Kim e Krickitt (mais por Kim, o que deixa algumas passagens meio floreadas demais, um tanto forçadas, pois quando se vê entrevistas de Krickitt, percebe-se que ela sempre diz que nunca mais se lembrou dos momentos de casada, de como foi conhecer o marido, e mais, que não se apaixonou perdidamente por Kim, mais uma vez, mas sim aprendeu a viver com ele).

Ao ler o livro, temos a impressão de ler, na verdade, uma reportagem de jornal ou revista.

E eu não costumo gostar de capas de livro com cenas de filme. Pode ser jogada editorial excelente para alguns, mas para mim, o efeito é contrário. É um tipo de repelente, chego a não comprar o livro, se a capa oferecida é a que foi feita com um cartaz do filme. Mas, nesse caso, não tinha muita escolha, foi assim mesmo (e olha que gosto da Rachel McAdams).

Sobre o filme, como já disse, tirando a premissa acidente-amnésia, esqueça o restante do livro. O nome dos personagens, profissão e desenrolar da história é totalmente outro. A cena inicial do casamento é bem bacana, e serve para fazer algo que foi falho no livro: identificação com o casal. Aquela coisa de ver a fase inicial dos dois e depois ficar torcendo para que eles voltem a dar certo, sabe? (isso porque o casal do filme, com McAdams e Channing Tatum nem é tãaaaao bom assim. Química mesmo foi entre Rachel e Ryan Rosling em Diário de Uma Paixão :P ). Também não é um filme excelente, mas além de mostrar mais o casal junto, o que gera essa identificação, traz um outro antagonista (além da própria amnésia), o ex-noivo, o que dá mais "caldo".

Recomendo os dois, filme e livro, com as ressalvas acima. Assistam, leiam... mas não precisa sair correndo para fazê-lo!
 casal da ficção e da vida real

Se quiser um texto a mais sobre a história (em inglês), clique aqui

Trailler do filme, aqui 

Mais livros com o tema amnésia?  Clique aqui