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domingo, 16 de fevereiro de 2014

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner - Stephenie Meyer - Desafio Literário 2014



Conforme prometido, engatilhando um livro no outro, embora fevereiro seja um mês curto e tenso, vamos para o tema obrigatório: livro que tenha mais de seis meses na sua estante e ainda não foi lido.

Eu não consigo me lembrar por qual motivo eu pedi esse livro no Scoob. Veja bem, não estou criticando a autora ou a Saga Crepúsculo, quando ela foi lançada eu engolia os livros (e sou Team Edward, viu?).  Li on line o pedacinho do Midnight Sun (que seria a visão do Edward sobre o encontro com Bella) etc. Então, acho que foi um movimento natural terminar de ler o que tinha a respeito do tema.

Aliás, sou dessas, fico querendo acabar logo com a leitura das séries, das sagas, trilogias (que ultimamente acabam sempre virando “quadrilogias”) etc. Geralmente fico meio compulsiva. Portanto, não sei explicar por qual razão A Breve Segunda Vida de Bree Tanner ficou encalhado tanto tempo na minha prateleira.

Para quem não tem noção da saga Crepúsculo (existe isso?) A Bree é uma menina que foi pega e transformada para servir Victória na destruição de Bella e Família Cullen. Quem leu os livros da saga e/ou viram o filme já sabem o fim da história (embora o título também não dê muita margem à especulações). A sacada aqui é colocar alguém que estava perdido e foi transformado, sem cuidados, sem orientação, e contar a história. O esforço de Bree para entender o que aconteceu e suas atitudes agora, se as lendas sobre o que contam sobre sua espécie – os vampiros – são reais ou não. Ela encontra alguns amigos nessa tentativa de ver além do que lhe é dito, e muitos inimigos, que não se importam, só pensando em sangue e alguma oportunidade de terem mais poder.

Ela teria chance, se ficasse com os Cullen? Ou os Volturi estavam corretos em não ceder? Não vamos saber, mas é interessante ter uma leitura sob esse ponto de vista.

É um livro super fininho, comecei e terminei numa tarde só. Não é a coisa mais eletrizante e apaixonante do mundo, talvez isso de saber o que acontece prejudique um pouco as coisas. Mas acho que a gente acaba aumentando a simpatia pela personagem que, no livro da série, só aparece em algumas páginas, por alguns instantes.
Tão novinha virando vampira... que dó, que dó que dó

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Formaturas Infernais - Vários autores

Talvez faça algumas pessoas se irritarem comigo mas, irei direto ao ponto: Não achei Formaturas Infernais muito bom não. Aliás, nem mediano.

Explico: O título, a diagramação da capa me fez imaginar que seriam contos... de terror, né? Um suspense, talvez...mas olha, quase nada ali me fez ficar impressionada, assustada ou coisa parecida.

Mas vamos por partes. São diversos contos, escritos por várias escritoras. Dividindo o post, temos:

A filha da exterminadora – Meg Cabot: Uma menina, no meio de uma balada, aponta uma besta para o novo namorado da melhor amiga. Quem é essa menina e, principalmente, porquê ela está tentando matar o namorado da colega?

O livro segue beeeeem o padrão da M.Cabot, o mesmo tipo de estrutura. Porém, está mais para uma comédia que para algo que assuste. E o conto tem um problema que se repetirá em outras partes do livro: a história não se conclui. Parece parte de um livro maior, que ficou inacabado, não “fecha” bem como um conto.

Depois, temos Lauren Myracle com o seu “O Buquê”. Bem, embora a autora, já no início, diga que se inspirou em um conto já existente, devo dizer que é a melhor parte do livro. Um conto de terror mesmo, com a autora cumprindo o objetivo proposto. A nossa personagem principal é apaixonada por Will, seu amigo. E quer, de qualquer forma, que ele a convide para a formatura. Decide por em prática um plano diferente: Ela, Will e mais uma amiga visitam uma cartomante, para que ela preveja o futuro de todos. A autora acerta no tema (embora a história não se passe, propriamente, na formatura), no tom proposto (um conto assustador) e numa história curta, mas sem pontas soltas. Muito bem!

Em seguida, Madison Avery e a Morte de Kim Harrison, onde Madison, entediada com a mudança de vida, que a obrigou a morar com o pai, acaba indo forçada para a formatura, com um par que não é, digamos, o que ela queria. No meio da festa, encontra o cara perfeito. Mas nada é tão perfeito assim, certo? O conto também deixa pontas soltas, acaba sem realmente “contar” toda a história.

Salada Mista, de Michele Jaffe, para mim, é um dos mais fracos. Não há terror, e sim uma coisa mais...x-man! (???).  A formatura, em si, também, praticamente passa despercebida, e não há nem uma pontinha de terror ou suspense na história que... também acaba sem explicar muita coisa.

Fechando o livro, Stephenie Meyer com Inferno na Terra. Para mim, um conto somente correto. Não chegou a assustar, mas é o único que realmente começa, se desenvolve e termina numa festa de formatura. Lá, vemos uma menina misteriosa que parece levar discórdia por onde passa, causando estrago nos ânimos de todos que estavam na formatura do local. Não é assustador, mas carrega um certo suspense, onde ficamos tentando descobrir o quê realmente está acontecendo e como aquilo tudo vai acabar. Ponto também para ser um conto que está bem estruturado, sem deixar pontas soltas inconvenientes. Mas não é excelente...

Portanto, livrinho de um dia só, leitura rápida e todos podem ficar tranquilos. Vamos todos dormir à noite tranquilos depois de enfrenta-lo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Hospedeira – Stephenie Meyer


Stephenie Meyer é famosa pela saga Crepúsculo. Os mais fãs leram também seu outro livro, ainda sobre vampiros, A breve segunda vida de Bree Tanner. Mas ela escreveu outro, com uma temática mais distante desse universo, e é esse sobre o qual trataremos. 

Em A Hospedeira, uma espécie alienígena invade o planeta Terra, mais especificamente, os corpos dos seres humanos. Aparentemente, nada muda no exterior das pessoas, mas as mentes de cada um passam a ser habitadas pelos alienígenas.

Essa raça é faz com que nosso mundo, se torne, aparentemente, melhor, já que possui tecnologia mais avançada, e também são muito pacíficos, cordiais, educados e preocupados em reverter o mal que os seres humanos causaram ao planeta. Mas teriam eles direito em invadir nossos corpos?

Nesse livro, quase todos os seres humanos já foram subjugados por essa raça, apenas restando alguns dissidentes. A rebelde Melanie, de 21 anos, é pega numa emboscada, e seu corpo é destinada à alienígena Peregrina, que ganha esse nome pela quantidade de planetas que já habitou, nos mais diferentes corpos. Mas ela é avisada que os humanos são diferentes, e que ela experimentará uma avalanche de novas sensações, de emoções e conflitos.

O que Peregrina não imaginava é que Mel fosse resistir ao seu domínio, e que ambas tivessem que coexistir, duas mentes num só corpo. E que Peregrina fosse sim, invasora, mas também invadida, por uma série de sensações, acusações, e pelas imagens e lembranças de Mel sobre seu irmão, também sobrevivente, e de Jared, seu namorado. Pior ainda, Peregrina não poderia imaginar que começaria a sentir amor por esse humano, rebelde, mesmo com a constante vigilância da Buscadora (uma alienígena inserida num corpo humano, cuja atividade é perseguir os rebeldes restantes). Melanie também se vê dividida pela vontade de resistir e preservar seus amores, e a vontade de se ver novamente próxima deles. Isso também não diminui a complexa relação entre ambas, de amor e ódio, e da percepção, para as duas almas, que alguns preconceitos sobre as duas raças seriam realmente infundados. Só cabe conflito entre Mel e Peregrina, ou uma improvável amizade poderia realmente surgir? Até onde ambas podem, realmente, existir?

O triângulo desenhado pela autora se mostra interessante. Novamente, Meyer se aventura numa ficção, com seres que são frutos de nossa imaginação. Mas dessa vez, conforme dito, saem os vampiros que brilham, os lobos e a temática escolar-adolescente. A Hospedeira é um romance (em todos os seus significados), mas dessa vez, mais adulto, mais denso. E ela enfrentou bem a dificuldade do tema, embora pareça difícil pensar em como um livro pode ser escrito com duas narradoras, que travam embates mentais, sem diálogos “normais”. 

Assim, recomendado o livro, que segue a linha triângulo amoroso, tema tão querido por sua autora. E para quem ainda não sabe, esse livro terá uma adaptação cinematográfica, que já está sendo rodada. Aqui, posso estar sendo preconceituosa, podendo sofrer com aquela sensação que muitos leitores tem, de que a adaptação estragará o livro, mas é que achei os atores escolhidos novos demais. Pelas fotos, a coisa ficou meio adolescente, meio infantil demais... e fica a dúvida de como será feita, na telinha, as conversas das duas mentes que habitam o corpo de Mel... quando sair, vou conferir, mas confesso que com o pé atrás. Mas, também fiquei assim com Jogos Vorazes, e no fim, gostei!